← Sala de imprensa

IDK

AI Agente: como esse "colega digital" transformará o futuro das agências de marketing?

Nova inteligência artificial não se limita a responder a comandos, tomando decisões e executando ações de maneira autônoma

A Inteligência Artificial (IA) veio para ficar, trazendo transformações profundas ao mercado de trabalho. Enquanto o ser humano leva, em média, 66 dias para automatizar um comportamento, segundo o estudo do European Journal of Social Psychology, a IA avança em ritmo muito mais acelerado. Um exemplo notável é a AI Agente, uma tecnologia capaz de revolucionar a automação e o aprendizado de máquina de maneiras inéditas.

Conforme o artigo “What Is Agentic AI, and How Will It Change Work?”, publicado pela Harvard Business Review, a AI Agente não se limita a responder a comandos. Ela é projetada para tomar decisões e executar ações de maneira autônoma, trabalhando proativamente para atingir metas, aprendendo com o ambiente e se adaptando conforme necessário.

“Essa tecnologia muda completamente a dinâmica do trabalho como conhecemos. Se antes a IA era apenas uma ferramenta que aguardava comandos humanos, agora temos um ‘colega digital’ que toma decisões. Isso terá implicações significativas na produtividade e na gestão de equipes, especialmente nas agências de marketing digital”, afirma o CEO da IDK, consultoria com foco em tecnologia, design e comunicação, Eduardo Augusto.

Mais de 133 milhões de empregos surgirão até 2030 graças a IA

Diferentemente de outras formas de IA, a AI Agente pode, além de realizar tarefas repetitivas e operacionais, automatizar processos complexos que exigem análise e tomada de decisão - como muitas já fazem hoje - atuando lado a lado com humanos, complementando habilidades e ampliando a eficiência da organização.

Embora esses avanços prometam ganhos em produtividade e desempenho, eles também exigirão mudanças significativas nas empresas, incluindo a redefinição de papéis e responsabilidades. Um estudo realizado pela McKinsey Global Institute, prevê o surgimento de cerca de 133 milhões de empregos até 2030 devido à IA.

“Em vez de competir com a inteligência artificial, os profissionais terão de aprender a trabalhar em conjunto com ela, delegando tarefas certas e focando em atividades mais estratégicas e criativas”, ressalta Eduardo.

No contexto das agências de marketing, por exemplo, isso significa desde a automação da segmentação de públicos e personalização de campanhas até a geração de relatórios de desempenho. Essa capacidade de aprendizado e adaptação permite que as equipes se concentrem em inovação e desenvolvimento de estratégias que gerem valor para os clientes.

Como a "nova IA" vai impactar agências de marketing e comunicação?

De acordo com o Panorama de Marketing e Vendas 2024 da RD Station, 55% dos profissionais de marketing no Brasil já utilizam a inteligência artificial em suas atividades diárias. Especificamente, as agências de marketing lideram essa adoção, com 71% utilizando IA em estratégias de marketing e 67% em processos de vendas.

No entanto, a adoção da AI Agente promete transformar profundamente o funcionamento das agências. Eduardo Augusto destaca os principais impactos:

1. Personalização em escala: a capacidade de analisar grandes volumes de dados em tempo real permite criar mensagens altamente personalizadas para diferentes públicos, aumentando a relevância das campanhas e melhorando a experiência do cliente.

2. Eficiência operacional: ao assumir tarefas repetitivas, como otimização de palavras-chave ou ajustes em campanhas de mídia paga, a tecnologia libera as equipes para se concentrarem em iniciativas criativas e estratégicas.

3. Decisões baseadas em dados: com a habilidade de interpretar insights complexos, a AI Agente pode identificar tendências e recomendar ações informadas, permitindo que as agências antecipem demandas do mercado.

4. Cocriação de conteúdo: desde textos até imagens e vídeos, a AI Agente pode acelerar processos criativos e trazer novas ideias para campanhas, atuando como uma parceira no processo de criação.

Eduardo também destaca que essas mudanças exigem uma rápida evolução nas habilidades dos profissionais. Essa nova dinâmica exige um mindset de evolução contínua e as empresas que incentivarem esse tipo de mentalidade estarão sempre à frente.

“Antigamente, treinava-se alguém para uma função que durava uma década ou mais. Hoje, o ciclo de aprendizado é muito mais curto, e as pessoas precisam se atualizar constantemente, com intervalos de no máximo cinco anos. Habilidades como aprendizado rápido e adaptação à tecnologia serão mais valiosas do que o conhecimento técnico em si.”

Quem vai fiscalizar a AI?

Apesar dos benefícios, a AI Agente também traz desafios importantes. Como lidar, por exemplo, com a possibilidade de uma IA plagiar campanhas de concorrentes ou tomar decisões erradas? Quem será responsabilizado nesses casos?

A governança e a ética serão fundamentais na adoção dessa tecnologia, especialmente em conformidade com as leis, como a LGPD. O Senado Federal Brasileiro, por exemplo, tem debatido sobre a pauta e há um projeto de lei (PL) 2.338/2023, que defende a criação de uma legislação moderna para o uso da IA, visando proteger a democracia, a privacidade e os direitos humanos, sem impedir o desenvolvimento tecnológico.

“Essas são questões que todas as empresas, grandes ou pequenas, terão que enfrentar. A implementação da AI Agente não pode ser feita sem um debate profundo sobre ética e governança alinhada à legislação. Acredito que as lideranças precisam antecipar essas discussões antes de adotar tecnologias como essa”, opina Eduardo.

A adaptação será a chave para o futuro

Se utilizada de maneira correta, a AI Agente não será uma ameaça, mas uma aliada poderosa. Ela assumirá tarefas operacionais, liberando os profissionais para se concentrarem em criatividade, inovação e conexão humana.

“Essa tecnologia representa uma revolução para as agências de marketing e comunicação. Ela oferece oportunidades de otimizar operações, melhorar resultados e criar experiências mais personalizadas para os clientes. No entanto, seu impacto dependerá de como as organizações lidam com desafios relacionados à ética, governança e capacitação das equipes”, pontua Eduardo Augusto.

Ao integrar a tecnologia sem perder o foco no humano, as empresas não apenas se adaptarão a essa nova era, mas prosperarão nela. “Afinal, por mais avançada que seja a IA, empatia, criatividade e propósito continuarão sendo características unicamente humanas. O sucesso estará no equilíbrio entre inovação e humanização, garantindo um futuro promissor para o setor”, finaliza o CEO da IDK.