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Genial Care

Autismo: diagnóstico é só o início – como garantir o suporte ideal para o desenvolvimento das crianças com TEA?

Com quase 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados, especialistas reforçam a importância do suporte adequado após o diagnóstico de TEA

jun 2025

Em maio de 2025, o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou, pela primeira vez na história do país, o número de brasileiros com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA): são 2,4 milhões de pessoas, o equivalente a 1,2% da população. O dado é fruto da Lei nº 13.861/2019, que incluiu o TEA nos levantamentos oficiais, e reforça a urgência de ampliar o debate sobre diagnóstico precoce, inclusão e acesso a terapias especializadas.

As buscas por informações sobre autismo refletem essa demanda crescente e o interesse das famílias em entender melhor o transtorno e encontrar apoio.

Diante desse cenário, o papel das terapias individualizadas se torna fundamental. Com o suporte adequado, é possível estimular o desenvolvimento da criança e ampliar suas possibilidades de autonomia, interação social e independência ao longo da vida.

Entendendo o transtorno

O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por padrões atípicos de comportamento, comunicação e interação social. Devido à grande variabilidade de sintomas e intensidade, cada indivíduo no espectro apresenta um perfil único – o que exige acompanhamento clínico contínuo e personalizado.

Uma pesquisa da Genial Care em colaboração com a Tismoo.me revelou que 79% dos cuidadores de crianças com autismo manifestam forte preocupação com o futuro após o diagnóstico, especialmente em relação à independência da criança e às terapias a serem iniciadas.

“As apreensões podem ser relacionadas tanto ao futuro dessa criança, principalmente em relação à independência e autonomia, quanto de modo mais imediato quais terapias realizar, visto a quantidade de informação que hoje existe à disposição. É relevante, assim sendo, que a família tenha profissionais de confiança que trabalhem com práticas baseadas em evidências para melhor suporte e direcionamento nesse momento inicial”, afirma a Conselheira Clínica da Genial Care, rede de cuidado de saúde atípica especializada em crianças autistas e suas famílias, Alice Tufolo.

Quanto antes, melhor: o poder da intervenção precoce

A ciência já comprova que a primeira infância é o momento de maior potencial para o desenvolvimento cerebral. A intervenção precoce – definida pelo Ministério da Saúde como aquela realizada entre 0 e 6 anos – é considerada essencial para maximizar o aprendizado e as habilidades da criança.

Estudos internacionais publicados no Journal of Autism and Developmental Disorders indicam que intervenções iniciadas nessa fase podem melhorar em até 40% os resultados cognitivos e adaptativos. Comunicação, linguagem, coordenação motora e habilidades sociais tendem a se desenvolver com mais solidez quando estimuladas precocemente.

“Intervenção comportamental, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e suporte educacional são fundamentais para o desenvolvimento das crianças com TEA. Essas terapias ajudam na construção de habilidades essenciais para a independência e inclusão social. Quando as intervenções são adiadas ou inexistem, as crianças podem enfrentar barreiras significativas em áreas como educação, emprego e relacionamentos”, pontua Alice Tufolo.

Alice também reforça que o início precoce não exclui a possibilidade de progresso em outras fases. “Desenvolvemos o potencial único de cada criança, por meio de inteligência clínica, para oferecer terapias personalizadas com resultados visíveis. Nossos especialistas caminham lado a lado com as famílias, escutando suas necessidades e fortalecendo a participação da cuidadora no desenvolvimento da criança.”, complementa.

Critérios para escolher o suporte ideal

Ao buscar uma clínica ou serviço de apoio para a criança com TEA, é importante que a família avalie pontos essenciais:

Base científica: práticas baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e outras metodologias validadas;

Profissionais qualificados: equipe multidisciplinar formada por especialistas experientes e com formação superior;

Participação familiar: programas que envolvam os cuidadores, facilitando a aplicação das estratégias no dia a dia;

Acessibilidade e flexibilidade: horários e formatos que se adaptem à rotina familiar e estimulem a adesão contínua ao tratamento.

Uma abordagem que integra diferentes saberes

A combinação de terapias – como ABA, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional – é uma das estratégias mais recomendadas por especialistas no tratamento do TEA. Quando os cuidados são coordenados entre os diferentes profissionais, os avanços tendem a ser mais consistentes e abrangentes.

Práticas da ABA, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, ajudam na aquisição de comportamentos positivos e na redução de comportamentos desafiadores. A Fonoaudiologia atua no desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal. Já a Terapia Ocupacional foca em habilidades motoras, cognitivas e de autonomia para atividades do cotidiano.

“Quando essas terapias são integradas e adaptadas às necessidades individuais, os progressos são impressionantes. Não apenas transformam a vida da criança, mas também proporcionam alívio e esperança para as famílias”, explica a Orientadora e Terapeuta Ocupacional da Genial Care, Alessandra Peres.

Segundo Alessandra, investir em planos terapêuticos personalizados é um caminho promissor para alcançar melhores resultados e reduzir o desgaste emocional da família. “A intervenção no TEA tem avançado no Brasil e no mundo, mas ainda há muitos desafios a serem superados. A integração de terapias e o uso de tecnologias que apoiam terapeutas e cuidadores podem transformar o cenário, promovendo o desenvolvimento das crianças e melhorando sua qualidade de vida. A busca pelo tratamento certo, respaldado por profissionais qualificados e uma abordagem individualizada, é fundamental para garantir o sucesso na jornada de cada criança com TEA”, finaliza.