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Sadia, Coca-Cola e Heineken são marcas de alimentos e bebidas que os brasileiros mais gostam de consumir

Pesquisa inédita da MindMiners revela os critérios de escolha, comportamentos de compra e consumo dos brasileiros

Comer não é apenas uma necessidade, mas também um dos maiores prazeres universais. Além de nutrir o corpo, a alimentação desempenha um papel central na cultura e no bem-estar. Contudo, a escolha de alimentos e bebidas de marcas específicas eleva essa experiência, refletindo preferências pessoais, memórias afetivas e, muitas vezes, a confiança que os consumidores depositam nas marcas.

O estudo exclusivo “Do prato ao copo: como os brasileiros tomam suas decisões no consumo de alimentos e bebidas?”, conduzido pela MindMiners, empresa de tecnologia especializada em consumer insights, conversou com cerca de 2.000 pessoas, homens e mulheres, acima dos 18 anos, de todas as regiões do país e das classes ABC.

O ranking das marcas preferidas de alimentos mais mencionadas pelos brasileiros, com base em menções espontâneas, destaca: Sadia (28%), Nestlé (17%), Perdigão (14%), Seara (11%) e Bauducco (6%). Esses números mostram não apenas a liderança dessas marcas no mercado, mas também sua capacidade de criar conexões emocionais com os consumidores, consolidando-se como escolhas de confiança e qualidade no dia a dia.

Ao analisarmos os hábitos alimentares da população, percebe-se que 53% dos brasileiros mantêm uma dieta que mescla alimentos industrializados e naturais, enquanto 33% dão preferência a alimentos mais naturais e 14% optam predominantemente por industrializados. Isso reflete uma tendência equilibrada de consumo, na qual as marcas do setor de alimentos processados e industrializados, como Sadia, Perdigão e Seara, continuam desempenhando um papel fundamental na rotina alimentar, especialmente por oferecerem também produtos frescos ou minimamente processados.

No segmento de bebidas não alcoólicas, a Coca-Cola lidera com ampla vantagem, conquistando a preferência de 35% dos entrevistados. Em seguida, aparecem Guaraná Antárctica (8%), Pepsi (5%), Fanta (5%) e Nestlé (5%). Entre as bebidas alcoólicas, a pesquisa identificou as marcas preferidas de forma espontânea, com a cerveja se destacando como a categoria mais consumida. Heineken lidera o ranking com 17%, seguida por Brahma (16%), Skol (14%), Ambev (8%) e Budweiser (7%).

“Este estudo é essencial para entendermos não apenas as marcas preferidas pelos brasileiros, mas também os fatores que influenciam suas escolhas no dia a dia. Ele nos mostra como a confiança e a qualidade percebida nos produtos são determinantes para o consumo, revelando oportunidades estratégicas para as marcas se adaptarem às novas demandas do mercado”, explica a CMO da MindMiners, Danielle Almeida.

O preço é o maior vilão da alimentação

O levantamento revela que os principais fatores que influenciam a escolha de alimentos e bebidas são o sabor (68%), seguido pelo preço (64%), prazo de validade (32%), tamanho/quantidade (31%) e a marca (30%). Esses dados destacam que, em um cenário de inflação e aumento dos custos, a relação custo-benefício tem se tornado o principal critério na decisão de compra.

Embora a marca ainda tenha relevância, o preço assume frequentemente o papel de fator decisivo. 61% dos brasileiros têm evitado comprar algum alimento ou bebida devido ao preço elevado e estão dispostos a buscar alternativas mais baratas, reduzindo ou até deixando de consumir determinados itens.

“Essa dinâmica tem levado muitos brasileiros a buscar opções mais econômicas, reduzindo ou até eliminando determinados itens de suas listas de compras. Para as marcas, investir em estratégias promocionais no ponto de venda, oferecer combos ou descontos direcionados pode ser uma solução eficaz para manter a fidelidade dos clientes e atrair novos consumidores”, destaca Danielle.

Topa comer um docinho depois do almoço?

Apesar de o preço ser um fator decisivo na escolha de alimentos, os doces e sobremesas continuam ocupando um lugar especial no coração – e no paladar – dos brasileiros. Esses pequenos prazeres gastronômicos permanecem como momentos de recompensa e conforto, sendo consumidos regularmente por grande parte da população. Segundo a pesquisa, 69% das pessoas comem um docinho pelo menos uma vez por semana.

Quando o assunto é consumo, o chocolate lidera o ranking, consumido por 69% dos entrevistados, seguido por sorvetes e picolés (53%), frutas frescas (44%), bolos e cupcakes (41%) e açaí (34%). Já entre os preferidos, o chocolate se destaca novamente, com 25% da preferência, acompanhado de sorvetes e picolés (14%) e açaí (11%).

Os doces não são apenas alimentos, mas símbolos de celebração, indulgência e prazer. Para muitos brasileiros, eles representam pausas necessárias na correria do dia a dia ou formas de dividir momentos especiais com amigos e familiares. Mesmo em tempos de ajuste de orçamento, eles ainda encontram espaço, seja na escolha de marcas mais acessíveis ou na busca por opções caseiras.

Me mimei porque eu mereço!

O desejo por alimentos e bebidas indulgentes geralmente surge em momentos de celebração ou necessidade de conforto. Embora essas escolhas nem sempre sejam as mais saudáveis, é difícil resistir aos pequenos prazeres que trazem bem-estar.

Segundo a pesquisa, os momentos mais comuns para o consumo desses itens incluem finais de semana e feriados (37%), momentos de relaxamento ou entretenimento (29%), celebrações (28%), encontros sociais (27%), episódios de estresse ou ansiedade (23%), refeições principais (23%) e atividades como trabalho ou estudo (10%).

Para atender ao desejo por equilíbrio dos consumidores modernos, as marcas enfrentam o desafio de oferecer produtos indulgentes que também tragam benefícios nutricionais ou funcionais, aliando prazer e saúde.

Além do conforto proporcionado pelos alimentos, as experiências sensoriais desempenham um papel importante na escolha do consumidor. Aromas que evocam memórias, texturas surpreendentes, sabores que alteram o humor, visuais encantadores e temperaturas que trazem aconchego são elementos cruciais para criar conexões emocionais.

Entre todos esses sentidos, o sabor se destaca como o mais valorizado: 77% dos entrevistados apontam essa característica como determinante tanto para alimentos quanto para bebidas.

Compreender essas preferências e sensações é fundamental para ajudar as marcas a desenvolverem produtos mais alinhados aos desejos e às expectativas dos brasileiros, criando experiências verdadeiramente inesquecíveis.